BELÉM
Autoridades alertam para o golpe das falsas lotéricas que funcionava na região metropolitana
Vítimas de golpe em falsas casas lotéricas em Belém começaram a ser ouvidas pela Justiça na segunda-feira (12), durante uma audiência sobre o caso envolvendo 13 acusados investigados pela prática de vários crimes em Ananindeua e Belém, como associação criminosa, estelionato, fraude no comércio e apropriação indébita.
Os golpistas escolhiam bairros populosos para alugar imóveis, montar falsas lotéricas e oferecer ilegalmente serviços como pagamento de contas e depósitos bancários.
Segundo as investigações, os golpistas enganaram 64 pessoas no Pará, e o prejuízo do esquema, de acordo com o processo, foi de mais de R$ 65 mil.
As investigações se iniciaram em setembro de 2021, depois que alvos do golpe denunciaram a ação, e a Polícia Civil (PC) deflagrou a “Operação Foco’ nas cidades de Fortaleza, Beberibe e Horizonte, todas no Ceará, onde parte dos suspeitos foi enontrada.
A operação também identificou dois espaços comerciais irregulares, que recebiam pagamento dos boletos das vítimas, mas os valores não eram compensados nos destinatários.
Entre os réus, quatro continuam foragidos, sete participaram do julgamento por videoconferência e quatro, do presídio de Marituba, na Grande Belém, onde estão detidos. Além disso, o mandante da organiação, também será trazido ao processo. Ele está preso em Minas Gerais, conforme alegou o promotor Roberto Souza.
A mulher de um dos presos já cumpre pena em prisão domiciliar e estava no fórum. O advogado de defesa do casal alega que eles foram contratados no Ceará para trabalhar como caixa na falsa agência lotérica e que foram vítimas do esquema.
As vítimas só percebiam o golpe quando chegava a cobrança dos pagamentos que não tinham sido feitos. Segundo José Orlando contou que foi cobrado logo após ter efetuado o pagamento de uma dívida em uma das falsas lotéricas. “Então eu fui na lotéria e a caixa disse que o pagamento ainda ia compensar. Quando foi no outro dia, o local já estava fechado”, relatou José.
Durante a fuga, após terem sido descobertos, os criminosos ainda deixaram uma frase hostil na parede do local com os dizeres “Foco é o golpe”.




