SAÚDE

Hospital Galileu promove evento sobre prática das metas internacionais de segurança de pacientes

Unidade é reconhecida pela Anvisa por eliminar 100% riscos de danos aos pacientes nos ambientes assistenciais

Publicadas

sobre

Seguindo as metas internacionais que estabelecem os riscos mínimos no ambiente hospitalar, o Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), é referência na rede pública de saúde, na Grande Belém, por suas ações que eliminam, constantemente, os riscos de danos existentes no serviço assistencial. Não é pra menos que este ano, o Galileu foi certificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por aderir 100% às Práticas de Segurança do Paciente, sendo a única instituição pública paraense a receber o reconhecimento.

Diante da expertise da unidade, nesta semana em que se comemora o Dia Mundial da Segurança do Paciente, no dia 17 de setembro, o HPEG faz uma programação especial sobre o tema. O objetivo é levar ainda mais conhecimento e capacitação aos profissionais da instituição, refletindo, dessa forma, na melhora da qualidade na assistência.

“O propósito desta data é mobilizar todas as pessoas envolvidas no ambiente hospitalar e, no setor de saúde, para debater, formular políticas e defender ideias que resguardem a segurança dos pacientes”, explicou Flávio Marcosine, diretor executivo da unidade. Durante o evento, serão feitas palestras, rodas de conversas, ações lúdicas e entregas de brindes como forma de dialogar e mostrar a importância da temática no contexto assistencial.

“No Pará, o Galileu é referência quanto à segurança de seus usuários, com taxas mínimas de acidentes e até mesmo de mortalidade zero. Isso se deve ao empenho diário que é feito na unidade, trabalhando a cultura justa, as ações internas, os protocolos, mesmo em períodos distintos das campanhas nacionais e internacionais sobre a Segurança do Paciente”, destacou Marcosine.

Metas

Para chegar ao patamar de reconhecimento, a unidade trabalha com as dez metas internacionais: Identificação Segura; Comunicação Segura; Medicação Segura; Cirurgia Segura; Higiene Correta das Mãos; Prevenção de Quedas; Prevenção de Lesão por Pressão; Osteomielite; Prevenção de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV) e o Manejo da Dor.

A gerente corporativa de Qualidade, Paula Narjara, observou que todos os protocolos são inseridos no Plano Anual de Treinamentos. “O Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente realiza, diariamente, educação aos profissionais, nas unidades assistenciais e administrativas. Existe um Plano Anual de Auditorias, que é executado pelo NQSP, para conferir a adesão às práticas dos protocolos, bem como indicadores de processo e de resultado, que demonstram a efetividade destas. Estes indicadores são discutidos em reuniões de análise crítica com todos os gestores e diretores, uma vez ao mês”, detalhou.

Trabalho- Para cumprir a meta 4, por exemplo, que mantém os protocolos de cirurgias seguras, são utilizados vários passos. “No complexo cirúrgico podemos correlacionar cada etapa da assistência ao usuário a cada uma das metas de segurança.  Iniciamos através da comunicação segura; ao entrar em contato com enfermeiro do setor para o direcionamento deste usuário do setor de origem e do setor de destino, através da ferramenta de comunicação, chamado de SBAR, padronizado pela instituição”, frisou Paula Jaredde, coordenadora de enfermagem do Centro Cirúrgico.

A enfermeira também ressalta que, ao receber o paciente no centro, há o “pit stop da identificação segura”, no qual é feita a confirmação da cirurgia e a dupla checagem dos registros visando prevenção de erros. Em seguida, são adotados outros protocolos, para que, enfim, o procedimento seja realizado com o máximo de assertividade. “Nós, do complexo cirúrgico do Galileu, buscamos em todas as nossas ações a excelência de forma segura e sustentável, nosso embasamento teórico vem dos manuais oficiais do Ministério da Saúde e Organização Mundial”, reforçou Paula Jaredde.

Perfil- Para se ter uma ideia do volume de cirurgias feitas na unidade, apenas no primeiro semestre deste ano, 1.372 intervenções, em cinco especialidades médicas, que fazem parte do perfil do hospital foram realizadas. O carro-chefe do Galileu, que teve o maior número de intervenções foi a ortopedia, com 997 procedimentos. Em seguida, vem o Serviço de Reconstrução e Alongamento Ósseo com 147 intervenções. O setor de urologia da unidade, no primeiro semestre, registrou 130 cirurgias, seguido dos tratamentos do Programa de Traqueia Benigna, reconhecido internacionalmente, com 92 procedimentos. A HPEG também realiza cirurgias reparadoras, e neste período foram registradas 6.

Referência- O Hospital Galileu, administrado pelo Instituto de Saúde e Social da Amazônia – ISSAA, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) é totalmente público. Ele é reacreditado ONA com o nível de Excelência. Com a certificação, ele figura entre uma das melhores unidades de Saúde do Brasil, pois obedece aos critérios de segurança, de gestão integrada dos processos e excelência em administração.

Clique para comentar
Sair da versão mobile