SAÚDE
Saiba como evitar quedas em casa, uma das causas dos problemas de saúde em idosos
Com um aumento no número de pessoas idosas, cuidados no cotidiano são importantes para reduzir o número de acidentes
No próximo dia 26, é celebrado o Dia Mundial dos Avós. Com a data, além de comemorar as pessoas que amamos, nos atentamos para um outro lado que se evidencia, o envelhecimento da população. Estima-se que em 2060 o número de idosos deve chegar a 25,5% da população brasileira, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E uma década antes, a expectativa é que no Brasil, e em todo o mundo, existirão mais idosos que crianças abaixo de 15 anos.
Estes dados mostram a realidade para a qual o mundo se encaminha. Envelhecer demanda alguns cuidados específicos, principalmente quando falamos no ambiente residencial. Um dos grandes fatores que influenciam diretamente na vida da pessoa idosa é a instabilidade postural e a alteração da marcha, que aumentam o risco de quedas.
Cerca de 30% das pessoas idosas caem, a cada ano. Esta taxa aumenta para 40% entre os idosos com mais de 80 anos. Dos que caem, cerca de 2,5% requerem hospitalização e desses, apenas metade sobrevive após um ano. Os dados são apresentados pelo Caderno de Atenção Básica, voltado para o envelhecimento da pessoa idosa, do Ministério da Saúde. O caderno ainda informa que a maioria das quedas acidentais ocorrem dentro de casa ou em seus arredores, geralmente durante o desempenho de atividades cotidianas como caminhar, mudar de posição e ir ao banheiro, e cerca de 10% ocorrem em escadas.
O médico Bruno Sampaio, coordenador dos médicos da família do Sistema Hapvida, dá algumas orientações preventivas que podem ser adotadas no dia a dia para diminuir o risco de quedas. “Reduzir o número de tapetes, adotar o uso de corrimão em banheiros e outros ambientes da casa, assim como o uso de calçados adequados. Deve-se evitar usar chinelas, sandálias baixas para diminuir o risco de queda, e se necessário, a depender da limitação de mobilidade do idoso, o uso de bengalas ou andadores”.
Estas medidas simples podem ser implementadas no cotidiano, tendo em vista que as quedas representam um sério problema para as pessoas idosas e estão associadas a elevados índices de morbi-mortalidade e redução da capacidade funcional.
Bruno Sampaio esclarece que a família do idoso deve procurar um médico, a partir da primeira queda, para evitar problemas futuros e maiores. “Uma vez esse idoso tendo uma queda, obviamente é importante procurar a ajuda de um profissional de saúde para descartar risco de fraturas nesses idosos. Descartando a fratura é preciso também trabalhar o aspecto psicológico e garantir a segurança desse idoso, para que ele não tenha mais risco de queda, tendo também as medidas preventivas”, finaliza.