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SAÚDE

Policlínica Metropolitana passa a fornecer aparelhos auditivos gratuitos

Foto: Marco Santos / Ag. Pará / Fonte: Agência Pará

A Policlínica Metropolitana do Pará passou a oferecer aparelhos de Amplificação Sonora Individual (AASI) aos pacientes que apresentam dificuldades auditiva comprovada através de exames e que tenha passado previamente por uma consulta na unidade nas especialidades de otorrinolaringologia e fonoaudiologia. O serviço gratuito, oferecido pelo Governo do Estado do Pará, através da Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA), desde o último mês de setembro, deve melhorar a qualidade de vida de cerca de 120 paraenses, até o fim do ano.

Os aparelhos têm como objetivo ajudar pessoas com uma perda auditiva a perceber sons de forma mais clara. Eles devem ser considerados como parte integrante do processo de reabilitação auditiva de pessoas que apresentam deficiências no sistema sensorial para o sentido da audição e por esta razão, a indicação e seleção dos AASI devem ser de responsabilidade de um especialista.

Para o secretário de Estado de Saúde Pública, Rômulo Rodovalho, a iniciativa visa dar qualidade de vida aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Os aparelhos auditivos são ferramentas para melhorar a audição do seu usuário. Como forma de alcançar os pacientes que precisam deste recurso para viver com mais dignidade, o Governo do Estado, através da Secretaria de Saúde Pública (Sespa), oferece os aparelhos aos usuários da Policlínica Metropolitana, unidade referência da rede em atendimentos especializados com profissionais altamente qualificados em suas respectivas áreas médicas e não médicas”, destacou o titular da pasta. 

O aparelho capta o som por meio do microfone, que converte as ondas sonoras em sinais elétricos e os manda diretamente a um amplificador. Nessa etapa, o amplificador aumenta a potência dos sinais e os envia para o ouvido através do receptor.

Mudanças

Há quatro anos, o autônomo Carlos Alberto Serrão, de 65 anos, convive com a perda gradativa da audição. Após diversas consultas na Policlínica Metropolitana para investigar outra patologia, ele se queixou aos especialistas sobre a dificuldade em ouvir e, após exames, foi identificado a perda de 40% da audição esquerda e 60% do lado direito.  

“É horrível conviver tendo de se esforçar para entender claramente as pessoas. Fiz diversas avaliações na Policlínica e serei contemplado com esse aparelho. Para mim, vai ser uma mudança de vida. Pois já fiz o teste, e ouvi as coisas como antes, quando eu era mais jovem. Isso é uma felicidade”, comemorou. Morador do bairro do Curió-Utinga, em Belém, ele espera viver uma nova fase em sua vida.

“Vou iniciar o mês de outubro me adaptando, mas sei que será fantástico levar uma vida normal. Minha família também vai ficar aliviada com essa etapa”, completou.

Compacto e de fácil adaptação, o aparelho de Carlos Alberto tem vida útil de até 1 ano e seis meses dependendo dos cuidados. “Primeiro são feitos testes, e na hora que colocamos fazemos a regulagem através de bluetooth. Cada lado de acordo com a necessidade. Damos uma cartilha com todas as informações de uso, como tirá-lo, como funcionam as baterias. Após a colocação, o paciente volta em dois meses, depois em quatro e depois a cada seis meses”, detalhou Perla Barbosa, fonoaudióloga e responsável técnica pelo serviço AASI.

Especialista

 A coordenadora da equipe de fonoaudiologia da Poli Metropolitana, Ana Cristina Pereira, explica que após a avaliação clínica através dos resultados dos exames, os pacientes são inseridos na seleção. “As patologias mais frequentes nos consultórios da Poli são as perdas auditivas em adultos e idosos, como a presbiacusia; a perda auditiva pós-covid e a perda auditiva decorrente de exposição a ruído ocupacional. Em crianças, a queixa mais recorrente é a perda auditiva congênita ou por otite de repetição”, elencou a fonoaudióloga especialista em distúrbios da comunicação humana e fonoaudiologia hospitalar. 

Além dessas doenças, as alterações de linguagem, fala, sequelas motoras e cognitivas oriundas de lesões cerebrais, também são recorrentes nos consultórios da unidade dentro da especialidade, conforme Ana Cristina. Para chegar a uma conclusão diagnóstica das patologias auditivas, a Poli Metropolitana oferta uma série de exames como o audiometria tonal; logoaudiometria; imitanciometria e BERA – com sedação e sem sedação- que avalia o sistema auditivo, verificando a integridade das vias auditivas da orelha interna até o córtex cerebral, e se há perda auditiva.

O serviço de fonoaudiologia da unidade disponibiliza quatro salas para a realização de exames auditivos e de consultas fonoaudiológicas com cinco profissionais. Por mês, são disponibilizadas 800 consultas e 1.500 exames na especialidade.

Acesso

 Para ter acesso aos serviços, o paciente deve ser referenciado de uma Unidade Básica de Saúde, e regulado através do Sistema de Regulação do Estado (SisReg). As entregas e a regulagem dos aparelhos são feitas todas as terças e quintas-feiras, a partir das 14h. A inclusão também pode ser feita também por meio do programa da Poli, o Triagem Pós-Covid, através de encaminhamentos internos de outras especialidades médicas. 

“Com o fornecimento dos aparelhos auditivos nosso objetivo é garantir aos pacientes a continuidade de suas atividades diárias sem prejuízos, seja na escola, no ambiente de trabalho e/ou na interação social em decorrência da perda auditiva. Temos um serviço de diagnóstico completo para garantir a plena adaptação aos pacientes”, disse Liliam Gomes, diretora executiva da Poli Metropolitana. 

 Entenda:

– O aparelho é disponibilizado para pessoas com indicação clínica, após avaliação da otorrinolaringologia e/ou da fonoaudiologia da Poli Metropolitana.

– As consultas com esses especialistas são feitas através da Regulação Estadual, onde o paciente é referenciado por uma Unidade Básica de Saúde ou, através de interconsulta, para os usuários do Programa Triagem Pós- Covid, oriundo da própria unidade.

– O agendamento para Programa Triagem Pós-Covid é através do WhatsApp, no número (91) 98521-5110 ou pelo e-mail: agendamento.polimetropolitana@issaa.org.br

– O aparelho deve captar a energia sonora do meio ambiente evitando a dispersão do som durante a transmissão.

– A ferramenta pode, ainda, provar energia adicional, usualmente através de um sistema de amplificação.

– O primeiro objetivo de um A.A.S.I. é tornar a recepção da fala inteligível para o deficiente auditivo.

– O A.A.S.I, é também chamado incorretamente de prótese auditiva, uma vez que o mesmo não substitui a função auditiva.

Texto: Roberta Paraense/ Ascom Policlínica Metropolitana
Por Luana Laboissiere (SECOM)

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