SAÚDE

Após um ano e meio de pandemia, Setembro Amarelo reforça que cuidar da saúde mental continua sendo importante

Publicadas

sobre

Foto: Reprodução / Fonte: Grupo Hapvida

Ao longo dos anos, a importância de cuidar da saúde física e mental vem sendo defendida por especialistas de diferentes áreas. E durante a campanha do Setembro Amarelo, temas relacionado à saúde mental e prevenção ao suicídio ganham mais visibilidade. Nos últimos meses este assunto alcançou outro patamar em meio à pandemia da Covid-19, iniciada a cerca de um ano e meio, já que o medo, incertezas em relação ao futuro, luto e dificuldades financeiras marcam a vida de muitas pessoas.

Considerado importante para garantir a manutenção da saúde mental especialmente em tempos marcados pelos distúrbios psicológicos durante a pandemia, o psicólogo vem se tornando cada vez mais protagonista na tarefa de garantir o bem-estar psíquico de cada pessoa e saber escolher o especialista adequado e identificar a necessidade de buscar auxílio psicológico estão entre as orientações que devem ser observadas para garantir o sucesso na busca de soluções para problemas relacionados à mente e ao autoconhecimento.

De acordo com o psicólogo do Hapvida, Carol Costa Júnior, neste contexto pandêmico a atuação deste tipo de profissional tem sido cada vez mais valorizada, não diretamente vinculada à questão financeira, mas em relação ao sentido da precisão na atuação junto ao paciente para traçar o melhor caminho para o restabelecimento da saúde mental. “A terapia é a busca do autoconhecimento e neste momento muitas pessoas começaram a se distanciar da sua essência por motivo de medo, receio, ansiedade ou depressão. Observamos que houve uma explosão de neuropatologias e nunca se falou tanto em saúde relacionada à mente como atualmente”, destaca.

No Brasil, uma pesquisa da Fiocruz, realizada com mais de 15 mil pessoas com idades acima dos 18 anos, mostrou que cerca de 40% dos entrevistados apresentavam quadro de ansiedade, além de passarem vários dias sentindo-se aborrecidos, irritados, nervosos, ansiosos, preocupados ou com dificuldade para relaxar.

Os dados foram coletados entre os dias 26 de junho e 30 de agosto de 2020, por questionário eletrônico, nos 26 estados brasileiros e Distrito Federal. De acordo com resultados preliminares, durante vários dias nas duas semanas que antecederam à consulta, 36% dos participantes se sentiram deprimidos. Cerca de 30% relataram vários dias com alterações do apetite e 34%, com alterações do sono. Quatro em cada dez respondentes apresentaram alguma dificuldade para trabalhar, cuidar da casa ou relacionar-se com outras pessoas em decorrência de problemas emocionais no contexto do isolamento social.

Como os casos de distúrbios psicológicos aumentam cada vez mais, um dos temas debatidos relacionados ao trabalho desse tipo de profissional é a respeito da orientação sobre qual abordagem psicológica é a mais adequada para garantir o sucesso do acompanhamento psicológico do paciente. Para cada caso ou tratamento, há um psicólogo que atua em uma linha de estudo diferente que pode ajudar a alcançar o objetivo da terapia.

O psicólogo do Hapvida explica que há uma série de possibilidades dentro da psicologia, inclusive existem diversas ferramentas que o especialista utiliza nas sessões de terapia. “A melhor escolha de abordagem psicológica depende de cada caso, pois temos muitas opções, como é o caso do ramo humanista que envolve a conversa e o toque, ou também a psicanálise que é mais ortodoxa. Na verdade, as pessoas irão se adaptando à metodologia de cada profissional, sendo que algumas preferem os psicólogos mais comunicativos e outros mais silenciosos. É muito importante o papel deste profissional para a vida das pessoas e da sociedade. O sentido da psicologia é ajudar o outro. Além disso, ninguém sai da terapia como entrou e isso é extremamente nobre e mágico”, ressalta.

O psicólogo também destaca que é importante ter consciência para identificar o momento adequado para buscar ajuda de um profissional da psicologia. Quando há muitas cobranças, demandas e necessidades e essas questões começam a atrapalhar o cotidiano da pessoa, incluindo disfunções nas atividades laborais e situações onde não há o próprio reconhecimento é importante procurar ajuda psicológica.

Texto: Ricardo Miranda

Clique para comentar
Sair da versão mobile