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SAÚDE

Com baixa cobertura vacinal, Sespa faz chamado à população para imunização contra o Sarampo

Foto: Marco Santos / Ag. Pará / Fonte: Agência Pará

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) alerta que a população precisa se manter atenta a vacinação contra o sarampo, pois só assim será possível controlar o crescimento de casos da doença no Estado. 

Dados da Divisão de Vigilância Epidemiológica apontam que, de janeiro a abril deste ano, já foram confirmados 90 casos da doença no Estado, sendo destes, 78 no município de Afuá, no Marajó. A baixa procura pelo imunizante preocupa a Sespa, apesar do trabalho intenso que a Secretaria desenvolve para o combate da doença nos 144 municípios do Estado.

Segundo a diretora da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Adriana Veras, só a vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba), pode reverter à situação no Estado.  “A vacina está disponível na rotina das salas de vacinação das Unidades Básicas de Saúde para todas as pessoas que ainda estão com o esquema vacinal incompleto”, assegurou.

A vacina é ofertada a partir de um ano de idade no calendário de vacinação da criança e a todas as faixas etárias. O ideal é que a pessoa tenha tomado, pelo menos, duas doses ao longo da vida. Pois, até o dia 14 de abril, a maioria dos casos confirmados de sarampo tinha acometido indivíduos de 20 a 49 anos, sendo que em 2020, houve 2.451 casos confirmados de sarampo só nessa faixa etária.

Cobertura vacinal – Conforme dados da Coordenação Estadual de Imunizações, a cobertura vacinal ideal é de 95% de um ano de idade. No entanto, em 2020, essa cobertura ficou em 61,6%, mais baixa que em 2019, quando foi alcançado o índice de 82,81%. Agora em 2021, de janeiro a abril, a cobertura está em apenas 2,8%, com somente 3.947 crianças vacinadas.

Então, com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal na rotina, a Sespa tem sugerido algumas estratégias aos gestores municipais de Saúde tais como: fazer triagem dos pacientes para elegibilidade à vacinação, ampliar horários de atendimento mais convenientes ao comparecimento às unidades de saúde, realizar palestras educativas para vencer a resistência dos pais ou da comunidade às vacinações, avaliar as necessidades de vacinação durante as consultas clínicas, oferecer vacinas para aqueles que procuram uma unidade de saúde ou farmácia, fortalecer o conhecimento sobre as vacinas e combater a desinformação sobre imunização na internet e nas redes sociais.

Casos em Afuá preocupam a Sespa

Adriana Veras disse que os casos de Afuá provavelmente estão relacionados com os casos do Amapá, uma vez que o município fica mais próximo de Macapá do que de Belém. “Hoje, o Amapá lidera o ranking nacional de casos confirmados, lugar que era ocupado pelo Pará até 2020, quando fechou o ano com um total 5.263 casos confirmados de sarampo”, comentou.

Por isso, a equipe do DVE, por meio do Grupo Técnico de Doenças Exantemáticas, que monitora o sarampo no Estado, já tem ações marcadas para o período de 7 a 12 de junho em Afuá. A atividade faz parte da agenda quadrimestral que inclui eventos virtuais e presenciais realizados nos municípios, com atenção especial aos que têm apresentado casos confirmados, mas também àqueles que se encontram silenciosos no que se refere à notificação de casos suspeitos. Todas as ações são desenvolvidas com apoio da Coordenação estadual de Imunizações e Coordenação Estadual de Saúde da Família.

Sinais e sintomas – O sarampo é uma doença infecciosa aguda viral transmitida pela tosse, fala, espirro ou respiração de pessoas doentes. O paciente deve procurar atendimento médico logo que apresentar os primeiros sinais e sintomas da doença, que são febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas na pele. Todas as pessoas não vacinadas e que nunca adoeceram de sarampo são suscetíveis ao adoecimento, só a vacina garante a proteção. A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba e está disponível nas salas de vacinação das unidades de saúde.

Notificação – A pessoa com suspeita da doença deve procurar imediatamente atendimento médico para que seja feita a notificação do caso e a equipe de saúde possa agir para interromper a circulação do vírus entre as pessoas que tiveram contato com o doente. 

Serviço: A vacina tríplice viral está disponível em todas as salas de vacina nas unidades básicas de saúde.

Por Roberta Vilanova (SESPA)

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