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BELÉM

Pessoas em situação de rua, acolhidas em abrigos emergenciais, receberam a vacina contra a Covid-19

Foto: Reprodução / Fonte: Agência Pará

Pelo menos 150 pessoas em situação de rua, acolhidas em abrigos emergenciais gerenciados pelo Estado, receberam a vacinação contra a Covid-19 durante o último final de semana. A execução foi encabeçada pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), que já vacinou aproximadamente 400 pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

Stefany Vilhena, mulher transexual, foi a primeira a ser imunizada no abrigo instalado na Escola Jarbas Passarinho, no bairro do Marco. Ela diz que se sente privilegiada e tranquila para almejar um futuro diferente daqui pra frente. “Eu, enquanto mulher trans, me sinto privilegiada. Lá fora não está muito bom, o perigo é grande em adquirir doenças, então ter aqui um acompanhamento em relação à saúde é melhor ainda. Eu tenho planos para o meu futuro, tenho vontade de ter um lar, de ter o meu emprego, sou maquiadora e quero atuar na minha área, é o que me faz feliz”, contou.  

Durante a ação, os acolhidos receberam a primeira dose da CoronaVac; o critério utilizado pela Prefeitura de Belém para vaciná-los foi a existência de cadastros nos espaços de acolhimento do Estado e do Município. A estratégia foi reunir grupos pequenos em cada abrigo a fim de evitar aglomerações. O diretor do Departamento de Ações em Saúde da Sesma, Victor Nina, disse que a ação é extremamente simbólica e especial. “A condição de pandemia evidenciou, ainda mais, a vulnerabilidade de quem está em situação de rua, então vacinar essas pessoas afirma o direito delas à vida. Nós somos uma das primeiras capitais a imunizar esse grupo.”

A vacinação foi coordenada pela Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) e teve apoio da Fundação Papa João XXIII (Funpapa) e do Consultório na Rua. Segundo o titular da Seaster, Inocencio Gasparim, as equipes da secretaria tem atuado na manutenção da integridade física e mental daqueles que decidiram permanecer nos espaços. “Hoje o nosso intuito é garantir saúde e segurança àqueles que permaneceram conosco, manter os quadros de saúde estáveis, longe de contaminações, por isso a vacinação é tão importante. Temos identificados as demandas individuais, garantido documentação, identificado capacidades, a fim de propor um acompanhamento direcionado e que dê um resultado efetivo na vida dessas pessoas”, destacou. 

Por Camila Santos (SEASTER)

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