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Mangal das Garças insere aves de rapina no viveiro do parque

Foto: Reprodução / Fonte: Agência Pará

MEIO AMBIENTE

Mangal das Garças insere aves de rapina no viveiro do parque

Até o momento, duas corujinhas do mato (Megascops choliba) e um gaviãozinho (Gampsonyx swainsonii) já participaram do processo de seleção, com testes e acompanhamento

O Parque Zoobotânico Mangal das Garças está em processo de seleção e inclusão de aves de rapina no viveiro do parque. Duas corujinhas do mato (Megascops choliba) e um gaviãozinho (Gampsonyx swainsonii), resgatados pelo Batalhão da Polícia Ambiental (BPA), já passaram por testes e seguem com acompanhamento dos profissionais no processo de adaptação.

“A importância dessa diversidade é mostrar ao público a riqueza de fauna aviária que temos no nosso Estado e, consequentemente, na Amazônia. A introdução de rapinantes num viveiro mostra o quão curioso é a interação deles com outras espécies de aves e aguça a curiosidade do público”, afirma Rafael Nagem, técnico de aves do parque.

As aves de rapina são caracterizadas por serem carnívoras e compartilharem determinadas adaptações para a caça ativa, como o bico curvo e afiado, garras fortes, voo imponente, além de uma excelente visão e audição. Pelo instinto de predação, a equipe do Mangal das Garças possui alguns cuidados peculiares com os animais.Foto: Divulgação

O técnico explica que antes de inserir uma ave no viveiro ou em um outro espaço do parque, elas passam, geralmente, de 30 a 40 dias isoladas dos demais animais, onde são medicadas e alimentadas. No caso dos rapinantes, esse período inclui testes para avaliar o comportamento deles num ambiente diferenciado com aves de outras espécies, com atenção a possíveis predações que prejudiquem o convívio. Não houve nenhum incidente com as três aves já selecionadas.

A estagiária de Medicina Veterinária do Mangal, Ana Karoline Neves, explica que todos os cuidados para garantir as condições necessárias para o bem-estar dos animais, seja em relação ao ambiente, à alimentação ou ao enriquecimento ambiental, são tomados pelos profissionais. “A introdução dos rapinantes impulsiona o equilíbrio ecológico do parque. Antes de serem inseridos, buscamos conhecer as espécies, os hábitos, onde convivem, alimentação, comportamento, entre outros fatores, que ajudam na adaptação deles”, afirma.

Segundo Rafael Nagem, não houve problemas na introdução das corujinhas do mato no parque, especialmente, porque elas têm hábitos noturnos, caçam roedores, insetos e outras aves menores. Já o gaviãozinho, que tem características parecidas de caça, possui hábito diurno.

“O gaviãozinho tem um espaço excelente para voar. Antes de levarmos o animal ao viveiro, estabelecemos um horário fixo de alimentação. No 1º dia, a ave demorou para se alimentar, porém, a partir do segundo dia, entre cinco e dez minutos após levarmos a comida, ele já desce para comer. Já está bem adaptado”, explica Ana Karoline.

Por Giovanna Abreu (SECOM)

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