Conecte-se conosco
Foto: Reprodução / Fonte: Agência Belém

ECONOMIA PARAENSE

Pelo terceiro mês consecutivo, pescado comercializado em Belém tem alta de preço

Para garantir o abastecimento do peixe e consequente equilíbrio no valor do alimento durante a Semana Santa, a Secretaria Municipal de Economia (Secon), reuniu nesta segunda-feira, 1º, com a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA).

“Apesar da alta do pescado ser comum no primeiro semestre do ano, devido aos fatores climáticos, períodos de defesos e o aumento dos produtos básicos para a captura do peixe, temos que buscar políticas de controle emergencial para que não haja desabastecimento ou especulações na comercialização do pescado durante a Semana Santa, momento de maior consumo do produto pela população de Belém”, explica o secretário municipal de Economia, Apolônio Brasileiro.   

Estudo conjunto entre a Prefeitura de Belém e o Governo do Estado para avaliar a necessidade de decretos municipal e estadual para controlar a saída do peixe para outras regiões do país, conversas com os agentes diretos envolvidos, como os representantes dos balanceiros e os peixeiros do município, além de avalições sanitárias e de saúde para analisar a possibilidade de realização das tradicionais Feiras do Peixe em Belém, foram alguns itens debatidos.

“Diante dessa situação de Pandemia, estamos estudando qual será o melhor método para a comercialização do pescado na Feira do Produtor, se da maneira convencional, com a média de 10 pontos de vendas em Belém, ou através do sistema drive thru e delivery”, explica o coordenador de Aquicultura da Sedap, Allan Pragana.

De qualquer maneira, segundo o coordenador, há uma estimativa de que somente em Belém serão comercializadas em média 50 toneladas de pescado durante os dois dias de vendas, que ocorrerão nos dias 31 de março e 1º de abril.

Pesquisa de preço

Durante a reunião, o coordenador do Dieese/PA, Roberto Sena, apresentou os dados pesquisados no mês de janeiro 2021 pelos órgãos. Os maiores reajustes ocorreram nos preços dos seguintes tipos de pescados: Gurijuba com alta de 8,3%, seguida da Dourada 7,9%; Pratiqueira 7,44%; Mapará 7,9%; Sarda 6,12% e Peixe Pedra com alta de 5,91%.

Poucas espécies de pescado apresentaram recuos de preços, com destaque para o Cação com queda de 5,61%, seguido do Tucunaré, 5,41%; Uritinga, 5,15%; Pacu, 5,15% e o Surubim com queda de 4,84%.

Sena observou ainda o momento sensível por que passa a economia mundial, em razão da pandemia da Covid-19. “Por isso, os esforços entre a Prefeitura de Belém e o Governo do Estado são essenciais para a garantia do abastecimento desse alimento tão importante para as famílias paraenses, principalmente durante a quaresma”, ressalta Roberto Sena.

Por: Roberta Corrêa

Continue lendo
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Propaganda
Propaganda
Propaganda
Propaganda
Propaganda
To Top