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ECONOMIA

Preço do pescado vendido em Belém fechou 2020 em alta

Foto: Reprodução / Fonte: O Liberal

O preço do pescado comercializado nos mercados municipais de Belém fechou o ano passado em alta. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no Pará, a maioria das espécies apresentou reajuste acima da inflação, calculada em 5,45%. A pesquisa conjunta com a Secretaria Municipal de Economia (Secon) é realizada semanalmente coletando o preço de 38 categorias de pescados mais consumidos, além do camarão regional e do caranguejo. 

De janeiro a dezembro, os maiores reajustes foram nos preços do Xaréu com alta de 31,44%, seguido do Cação com reajuste de 28,66%; Dourada com aumento de 25,37%, Pirapema com carestia de 21,75%; Arraia com alta de 21,50%; Surubim com reajuste de 21,14%; Traíra com aumento de 17,57%; Pescada Branca com alta de 17,02%; Tambaqui com carestia de 16,96%; Piramutaba com reajuste de 16,74%; Tucunaré com alta de 16,41%; Corvina com aumento de 14,77%; Pescada Gó com reajuste de 14,42%; Peixe Serra com alta de 13,86%; Filhote com aumento de 13,24%; Sarda com carestia de 12,38%; Pacu com alta de 10,44%; Peixe Pedra com reajuste de 10,07%; Pratiqueira com alta de 8,96%; Pescada Amarela com aumento de 8,95%; Tainha com carestia de 8,29%; Aracu com alta de 7,68% e do Bagre com reajuste de 5,44%

O vendedor de pescados Anderson Cleiton acredita que a escassez dos pescados ocasiona o aumento nos preços e compromete a procura pelo produto. “O movimento está devagar, tem pouco freguês e o peixe está muito caro. Nesse período de final de ano, ficam poucos barcos pescando, aí como tem pouco peixe e muitos lugares para abastecer o preço acaba aumentando”, pontuou.

Para driblar as consequências da pandemia de Covid-19, que também impactaram nos preços, o vendedor Edmilson Araújo adotou o delivery para continuar atendendo parte dos clientes. “Temos menos oferta de peixes, por isso, quem consegue pescar, repassa bem mais caro. Aqui nós estamos entregando desde que começou a pandemia e contamos com os clientes que são fiéis e continuam comprando. Se não fosse por isso, ficaria difícil”, afirmou Araújo.

Em dezembro do ano passado, os pescados que registraram as maiores altas de preço foram: Peixe Serra com reajuste de 8,53%, seguida do Tambaqui com aumento de 7,47%; Cangatá com alta de 7,40%; Cação com reajuste de 6,04%; Arraia com carestia de 4,79%; Peixe Pedra com aumento de 4,28%; Traíra com alta de 3,60%; Pescada Branca com reajuste de 3,16%; Pirapema com aumento de 2,95%; Surubim com alta de 2,83%; Aracu com reajuste de 2,65%; Corvina com alta de 1,74%; Uritinga com carestia de 1,44%; Pacu com alta de 1,28% e da Dourada com aumento de 1,08%.

No mesmo mês, algumas espécies também apresentaram queda de preços, como o Mapará com recuo de 3,87%, seguido da Pratiqueira com queda de 3,77%; Tamuatá com redução de 3,60%; Xaréu com queda de 2,44%; Sarda com recuo de 2,05%; Piramutaba com queda de 1,67% e da Pescada Gó com diminuição de 1%. 

Os consumidores também sentiram no bolso o aumento de preço. Para a dona de casa Marlene de Oliveira, a alta nos preços dos peixes reflete a carestia de outros produtos. “Tudo está mais caro. Pedi um quilo e meio e deu R$ 57. Daqui, ainda vou comprar carne, passar no supermercado. A gente precisa ir somando, senão, no final, ficamos sem dinheiro até para o ônibus”, concluiu.

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