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ECONOMIA

Vendas de material escolar não aquecem embora reajuste seja pequeno

Foto: Reprodução / Fonte: DOL

Aprocura por itens da lista de material escolar ainda está aquém do esperado para esta época do ano. Normalmente com o fim das festas de Ano Novo se inicia a busca por esses produtos, mas não foi o que se viu nas lojas do ramo, na manhã de ontem (4). A advogada Juliana Xerfan até foi a uma papelaria na manhã de ontem, mas não para comprar o material escolar do filho, que ainda vai fazer 2 anos.

“Vim comprar material de expediente, pastas, planner, canetas e outros, mas material escolar ainda não porque nem sei se vou matricular o meu filho. Essa tem sido, aliás, uma dúvida constante dos pais de crianças menores porque não dá para gastar com o material e com a mensalidade e depois as escolas fecharem”, disse.

Ela contou que ficou surpresa com o movimento fraco nas papelarias. Com relação aos preços, a advogada acredita que o reajuste tenha sido pequeno. “Não estou vendo muita diferença em relação aos preços do ano passado”.

O empresário Glauber Silva também estava comprando material de escritório e, assim como Juliana, estranhou o movimento fraco nas papelarias. “Achava que estaria tudo lotado e não está, pelo menos para mim é melhor assim, consigo comprar com mais calma”, destacou.

A autônoma Liane Pereira optou por esperar para comprar o material escolar do único filho. “Estou fazendo primeiro uma pesquisa vendo onde encontro os preços mais em conta e depois venho comprar realmente”, disse.

Gerente de uma loja de material escolar e de escritório, Jamile Ferreira afirma que no ano passado o setor passou por um momento difícil e, para este ano, ainda não há perspectiva de melhora. “Ainda estamos em uma pandemia e pelo que parece ainda não há previsão de volta às aulas e para termos alguma projeção de vendas precisamos nos basear nessas questões, que por enquanto estão indefinidas”.

Sobre os estoques, ela garante que a loja está abastecida para atender aos clientes. “Estamos procurando manter o suficiente para a procura que estamos tendo”, destacou. Sobre os preços, ela explica que houve um reajuste médio de 5%. “Todos os fornecedores reajustaram, então tivemos que adequar os nossos preços também”, completou.

Expectativa

Proprietária de uma papelaria há cerca de um ano no centro comercial de Belém, Benedita Nascimento diz que as vendas do ano passado foram consideradas boas, mas ainda não sabe como vai ser este ano. “Tudo vai depender da abertura das escolas, principalmente das particulares, mas ainda não sabemos realmente como será”.

Bem mais otimista, o coordenador de loja de uma rede de papelarias de Belém, Aldo Amoras acredita que ainda esta semana a procura pelos itens da lista de material escolar deve ficar aquecida. “Na verdade, já no sábado (2) começamos a registrar um aumento nas vendas e acredito que esta semana deve ser assim também”, ressaltou.

Ele destacou que as escolas particulares devem retornar às aulas ainda na metade de janeiro e isso terá um reflexo direto no aumento das vendas. “Já estamos começando a ver aqueles consumidores que enchem os carrinhos com material escolar”.

Com relação ao estoque, ele afirma que houve renovação e que de fato ocorreu um reajuste nos preços. “Foi uma correção mínima entre 2 e 5%, mas estamos fazendo muitas promoções também”, disse. Por conta da pandemia, desde o ano passado a rede está trabalhando também na modalidade on-line, com vendas pelo site e pelo WhatsApp. “Isso nos ajudou a manter as vendas no ano passado, por isso nossa expectativa de vendas é semelhante a do ano passado”, destacou.

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