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BOA AÇÃO

Coronavírus: Estado garantiu proteção para a população de rua em 2020

Ação envolveu diversos órgãos estaduais, sob a coordenação da Seaster, com abrigamento de mais de mil pessoas no Mangueirão e Manguerinho

Foto: Reprodução / Fonte: Agência Pará

Para proteger a população, o Governo do Pará executou diversas medidas para conter o avanço da covid-19 nos 144 municípios paraenses ao longo de 2020. Uma das primeiras ações anunciadas pelo chefe do executivo estadual, Helder Barbalho, foi a o acolhimento de pessoas em situação de rua no Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, na capital paraense. A determinação reuniu órgãos estaduais de diversas pastas que, sob a coordenação da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), atuaram de forma estratégica e integrada.

De março a julho, aproximadamente mil pessoas passaram pelos portões do espaço, entre crianças, adolescentes, adultos, idosos e população LGBTIQIA+ do sexo masculino e feminino. No Mangueirão, ficaram acolhidos os homens solteiros. Já no Mangueirinho, as mulheres solteiras, casais e famílias dividiram o estádio.

Sandro Almeira, de 42 anos, passou a morar em pousadas próximas ao mercado do Ver-o-Peso após um desentendimento familiar no início do ano. “Eu tive um desentendimento na minha casa e perdi a cabeça. Preferi sair e fui ‘bater’ no rumo do Ver-o-Peso. Lá, cheguei a dormir nos hotéis e pagava diária. Passei dois meses assim, foi uma barra”, comenta.

Com a chegada da pandemia, o pouco de dinheiro que restava começou a acabar e Sandro, em alguns momentos, teve que dormir na rua. Até que em um domingo, no final  de março, dois ônibus a serviço do governo do Estado estavam próximos à Praça Waldemar Henrique, em Belém, para conduzir as pessoas que estavam em situação de rua para o abrigo emergencial no Mangueirão.

“Chegou a pandemia e, diante daquela situação, não tinha como ficar mais nas ruas. Eu vi os ônibus chegarem e naquele primeiro momento preferi não ir, virei as costas e continuei no Ver-o-Peso. Quatro dias depois, eu senti a situação apertar e vi o desespero chegar, estava cada vez mais difícil conseguir alimentação. Eu só tinha 40 reais no bolso, peguei um ônibus e fui parar no Mangueirão”, relembra.

Acolhida

Ao chegar no Mangueirão, Sandro conta que ficou assustado. Afinal, eram centenas de pessoas que não paravam de chegar por conta própria. “Quando cheguei, tomei um susto, eram muitas pessoas. Passei pela entrevista, recebi colchão, lençol, travesseiros e material de higiene pessoal. Eu fui muito bem acolhido”, conta.

Após o processo de triagem por meio de um questionário psicossocial, a Seaster realizou um trabalho de identificação civil com os acolhidos, pois muitos chegaram no espaço sem documentação. Foram 108 certidões de nascimento e 162 carteiras de identidade emitidas, em parceria com a Defensoria Pública do Estado e a Polícia Civil do Pará. Com os documentos em mãos, a equipe da Seaster viabilizou a inscrição dos acolhidos no auxílio emergencial. Ao todo, 81 pessoas tiveram os seus cadastros aprovados e o benefício liberado.

Motivação

A cada dia que passava, a cidadania de cada acolhido era resgatada. Sandro conta que aos poucos foi recuperando a autoestima e o vínculo com a mãe, com o apoio da equipe psicossocial da Seaster. “Fui me restabelecendo a cada dia, tive muitos aprendizados lá dentro. Minha mãe me visitava toda semana no abrigo. Eu sou muito grato a todas as pessoas que trabalharam nessa ação, tenho um respeito muito grande por cada um. Eu digo que é uma consideração que vou ter pelo resto da minha vida”.

No final do mês de julho, Sandro pediu o desligamento do abrigo por vontade própria e atualmente está trabalhando como agente de portaria em um estabelecimento gastronômico no centro da cidade. “Eu recebi muitas orientações dos profissionais que trabalhavam lá e isso me deu um gás pra querer algo pra minha vida. Hoje eu estou empregado, trabalho como porteiro em um bistrô. Consigo me manter e pagar minha kitnet, estou também me qualificando e atualizando meu currículo na área de segurança”.

Combate a covid-19

Diariamente, os acolhidos e os profissionais que atuaram nos locais recebiam máscaras de proteção e álcool em gel para reforçar a prevenção ao vírus. Pias para a lavagem das mãos também foram instaladas. O titular da Seaster, Inocencio Gasparim, comenta que nenhum caso de covid-19 entre os acolhidos foi notificado.

“Nós garantimos que essas pessoas tivessem suas saúdes protegidas. Em cinco meses de abrigamento, não recebemos nenhum caso de contágio pelo vírus entre os acolhidos. Disponibilizamos equipes de saúde, orientação psicológica e uma alimentação equilibrada com todos os nutrientes que o ser humano precisa” – Inocencio Gasparim, titular da Seaster.

Para proteger a população, o Governo do Pará executou diversas medidas para conter o avanço da covid-19 nos 144 municípios paraenses ao longo de 2020. Uma das primeiras ações anunciadas pelo chefe do executivo estadual, Helder Barbalho, foi a o acolhimento de pessoas em situação de rua no Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, na capital paraense. A determinação reuniu órgãos estaduais de diversas pastas que, sob a coordenação da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), atuaram de forma estratégica e integrada.

De março a julho, aproximadamente mil pessoas passaram pelos portões do espaço, entre crianças, adolescentes, adultos, idosos e população LGBTIQIA+ do sexo masculino e feminino. No Mangueirão, ficaram acolhidos os homens solteiros. Já no Mangueirinho, as mulheres solteiras, casais e famílias dividiram o estádio.

Sandro Almeira, de 42 anos, passou a morar em pousadas próximas ao mercado do Ver-o-Peso após um desentendimento familiar no início do ano. “Eu tive um desentendimento na minha casa e perdi a cabeça. Preferi sair e fui ‘bater’ no rumo do Ver-o-Peso. Lá, cheguei a dormir nos hotéis e pagava diária. Passei dois meses assim, foi uma barra”, comenta.

Com a chegada da pandemia, o pouco de dinheiro que restava começou a acabar e Sandro, em alguns momentos, teve que dormir na rua. Até que em um domingo, no final  de março, dois ônibus a serviço do governo do Estado estavam próximos à Praça Waldemar Henrique, em Belém, para conduzir as pessoas que estavam em situação de rua para o abrigo emergencial no Mangueirão.

“Chegou a pandemia e, diante daquela situação, não tinha como ficar mais nas ruas. Eu vi os ônibus chegarem e naquele primeiro momento preferi não ir, virei as costas e continuei no Ver-o-Peso. Quatro dias depois, eu senti a situação apertar e vi o desespero chegar, estava cada vez mais difícil conseguir alimentação. Eu só tinha 40 reais no bolso, peguei um ônibus e fui parar no Mangueirão”, relembra.

Acolhida

Ao chegar no Mangueirão, Sandro conta que ficou assustado. Afinal, eram centenas de pessoas que não paravam de chegar por conta própria. “Quando cheguei, tomei um susto, eram muitas pessoas. Passei pela entrevista, recebi colchão, lençol, travesseiros e material de higiene pessoal. Eu fui muito bem acolhido”, conta.

Após o processo de triagem por meio de um questionário psicossocial, a Seaster realizou um trabalho de identificação civil com os acolhidos, pois muitos chegaram no espaço sem documentação. Foram 108 certidões de nascimento e 162 carteiras de identidade emitidas, em parceria com a Defensoria Pública do Estado e a Polícia Civil do Pará. Com os documentos em mãos, a equipe da Seaster viabilizou a inscrição dos acolhidos no auxílio emergencial. Ao todo, 81 pessoas tiveram os seus cadastros aprovados e o benefício liberado.

Motivação

A cada dia que passava, a cidadania de cada acolhido era resgatada. Sandro conta que aos poucos foi recuperando a autoestima e o vínculo com a mãe, com o apoio da equipe psicossocial da Seaster. “Fui me restabelecendo a cada dia, tive muitos aprendizados lá dentro. Minha mãe me visitava toda semana no abrigo. Eu sou muito grato a todas as pessoas que trabalharam nessa ação, tenho um respeito muito grande por cada um. Eu digo que é uma consideração que vou ter pelo resto da minha vida”.

No final do mês de julho, Sandro pediu o desligamento do abrigo por vontade própria e atualmente está trabalhando como agente de portaria em um estabelecimento gastronômico no centro da cidade. “Eu recebi muitas orientações dos profissionais que trabalhavam lá e isso me deu um gás pra querer algo pra minha vida. Hoje eu estou empregado, trabalho como porteiro em um bistrô. Consigo me manter e pagar minha kitnet, estou também me qualificando e atualizando meu currículo na área de segurança”.

Combate a covid-19

Diariamente, os acolhidos e os profissionais que atuaram nos locais recebiam máscaras de proteção e álcool em gel para reforçar a prevenção ao vírus. Pias para a lavagem das mãos também foram instaladas. O titular da Seaster, Inocencio Gasparim, comenta que nenhum caso de covid-19 entre os acolhidos foi notificado.

“Nós garantimos que essas pessoas tivessem suas saúdes protegidas. Em cinco meses de abrigamento, não recebemos nenhum caso de contágio pelo vírus entre os acolhidos. Disponibilizamos equipes de saúde, orientação psicológica e uma alimentação equilibrada com todos os nutrientes que o ser humano precisa” – Inocencio Gasparim, titular da Seaster.

Assim como Sandro, muitos acolhidos deixaram o abrigamento de forma voluntária para retomar seus vínculos familiares. Já outros retornaram para as suas cidades de origem e ainda tiveram aqueles que foram transferidos para abrigos mantidos por entidades filantrópicas.

Assim como Sandro, muitos acolhidos deixaram o abrigamento de forma voluntária para retomar seus vínculos familiares. Já outros retornaram para as suas cidades de origem e ainda tiveram aqueles que foram transferidos para abrigos mantidos por entidades filantrópicas.

Por Rodrigo Souza (SEASTER)

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